Adoção – A Manifestação do Amor de Deus por Nós

Adoção – A Manifestação do Amor de Deus por Nós

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai”. (Rm 8.15)

Na época em que o Apóstolo Paulo escreveu a epístola aos Romanos, a adoção já era praticada em Roma. Normalmente, casais ricos e sem filhos adotavam um jovem, para que este pudesse dar sequência ao nome daquela família. Os jovens procurados por estes pais, eram normalmente sadios, bem afeiçoados e aptos mentalmente e fisicamente para dar sequência aos negócios e ao honroso nome da família.

É importante que se diga que a adoção é um ato de amor e bondade que se faz por alguém, e isso de uma forma totalmente desinteressada a favor daquele que está sendo adotado. Quando um casal decide adotar uma criança, eles tomam esta atitude, não coercivamente, mas de forma espontânea.

Deus também nos adotou. A nossa adoção não se processou como na época de Paulo, em que eram escolhidos jovens com comportamento exemplar na sociedade. A Bíblia nos informa que éramos, por natureza, inimigos de Deus (Rm 5.10 – Cl 1.21-22), estávamos mortos em nossos delitos e pecados e andávamos distantes do propósito de Deus para as nossas vidas. Mas Deus nos amou e nos atraiu a Ele por cordas de amor e em Cristo Jesus (Ef 2.1-10).

J.I. Packer, em seu livro “O Conhecimento de Deus”, comentando sobre a adoção, escreveu que: “Parece uma história de falas – o monarca adota refugos da sociedade para transformá-los em príncipes, mas, louvado seja Deus, que não se trata de ficção, mas de um fato sólido, fundamentado na rocha da graça livre e soberana”.

Antes de fazermos parte da família de Deus e sermos definitivamente adotados por Ele, aconteceu a nossa justificação, que segundo Berkhof é “aquele ato jurídico de Deus pelo qual Ele declara o pecador justo com base na perfeita retidão de Cristo”. A respeito da adoção, a Confissão de Fé de Westminster, em seu capítulo XII, declara que:

“Por essa graça, eles (os que foram justificados em Cristo) são recebidos no número e gozam a liberdade e privilégios dos filhos de Deus, têm sobre si o nome dele, recebem o Espírito de adoção, têm acesso, com ousadia, ao trono da graça, e são habilitados a clamar: ‘Abba Pai’; são tratados com piedade, protegidos, providos e corrigidos por ele, como por um pai; nunca, porém abandonados, mas selados para o dia da redenção, e recebem as promessas como herdeiros da eterna salvação”

Essa segurança e estabilidade é dada pelo Deus Eterno, que nos escolheu antes da fundação do mundo. Que privilégio! Que Benção! Que Graça!

A respeito da adoção, podemos destacar mais alguns aspectos para nossa reflexão:

1) Através da adoção, recebemos o Espírito Santo de Deus: A nossa justificação e adoção é completada com a presença do Espírito Santo de Deus fazendo morada em nossos corações. Estávamos dominados pelo espírito de escravidão e agora somos livres. Temos como nosso companheiro de jornada o Espírito Santo

2) Através da adoção, recebemos segurança eterna: Antes vivíamos uma vida instável, turbulenta, sem convicção do nosso futuro, sem saber para onde estávamos indo. Com Deus, o nosso pai, tudo é diferente. Agora marcharmos firmes e resolutos para a Jerusalém Celestial onde moraremos eternamente com o nosso Pai.

3) Através da adoção, recebemos o amor de Deus: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus.”(1Jo 3.1). Hoje temos a benção de nos achegarmos a Deus como nosso Pai e nos deleitarmos Nele.

A adoção traz paz, esperança, segurança, alegria, consolo e edificação. Enche o nosso coração de felicidade. Diante das adversidades da vida, temos um porto seguro, um pai amoroso e poderoso, disposto a caminhar conosco, a celebrar nossas vitórias e a nos ajudar em nossas dificuldades e tristezas.

O Pai Celeste não se esquece dos que o temem. Ele mesmo diz: “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti” (Is 49.15).

Diante da verdade da adoção, viva uma vida cristã que irradie a presença do Senhor. Uma vida que glorifique e honre o Pai Celestial e Eterno.

Pr. Fábio B. Coutinho

One Comment

    Pb. Nilson José

    Graça e paz Rev. Fábio!
    O Sr. Sintetizou de modo coloquial essa doutrina da Adoção. Rogo as bênçãos do Eterno para a sua vida e na condução do rebanho que lhe foi confiado.
    Ps. Sou membro da I. P. Timbaúba – PE

Commenting has been turned off.