Amor nas perspecticas Bíblica e contemporânea

Amor nas perspecticas Bíblica e contemporânea

amor_bibliaAmor nas perspecticas Bíblica e contemporânea


Amor é um vocábulo abrangente e amplamente empregado no cotidiano humano. Assim, decisões éticas, atitudes e comportamentos são explicadas e justificadas com base nesse conceito. De fato, as ciências biológicas ensinam que o amor possui um mecanismo que é determinado pelo sistema límbico, centro das emoções, o qual é encontrado somente nos mamíferos e talvez também nas aves. A Bíblia, por outro lado, ensina que esse é mais um dos atributos próprios do Criador que foram comunicados aos seres humanos criados à sua imagem.

Embora alguns frequentemente utilizem a máxima “o amor não se define; o amor se vive”, o fato é que nem todos usam essa palavra da mesma maneira. Há inúmeras definições e classificações do amor, dependendo da ótica de quem o explica. Para os cristãos, amor é um conceito importante, pois as Escrituras afirmam que “Deus é amor” (1João 4.8). Também, a morte de Jesus foi um ato de amor, pois “ninguém tem maior amor do que este; de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (João 15.13). Além do mais, Jesus deixou claro que os seus seguidores seriam conhecidos pelo exercício do amor mútuo (João 13.35). No entanto, os cristãos contemporâneos têm grande dificuldade nessa questão por viverem em um contexto histórico e cultural que atribuiu ao amor significância diferente daquela que é ensinada pela Bíblia.

Afinal, qual é o entendimento bíblico de amor e como o mundo contemporâneo compreende esse conceito? A comparação abaixo pode ser útil para responder a essa pergunta e ajudá-lo a discernir a diferença entre essas duas cosmovisões.

Concepção Contemporânea Concepção Bíblica
Algo fundamentado na experiência, pois o amor acontece quando há uma “química certa”. Algo fundamentado em uma decisão, pois podemos decidir nos dedicar ao outro, investindo nossa atenção, tempo e talentos naquela pessoa. O próprio Cristo decidiu amar o seu povo até à morte e isso foi antes mesmo da fundação do mundo (Efésios 1.3)
Atributo definido pelo sentimento. “Eu amo você”, significa: “sinto afinidades, inclinações, desejos etc. por você”. Atributo compatível com sentimentos. “Eu amo você”, algumas vezes diz respeito a um sentimento, mas essa declaração sempre expressa o compromisso de servir outra pessoa. Quando Jesus ordenou “amai os vossos inimigos” ele necessariamente não se referia ao fato do cristão ter afinidades por eles (cf. Mateus 5.44).
Impulso que não pode ser controlado. Nesse sentido, a pessoa acredita que não pode escolher a quem amar. Por essa razão, um ato que é justificado pelo amor não é considerado como uma questão moral. Impulso que pode ser controlado. O amor cristão é alicerçado sobre a decisão pessoal de amar alguém, inclusive seus perseguidores. Assim, o cristão é moralmente responsável de amar o Senhor de todo o coração, alma e entendimento (cf. Marcos 12.28-30).
Algo que depende da outra pessoa, pois ele ou ela deve ser “atraente” ou “amável” a fim de despertar o meu amor. Algo que depende de Deus e de mim, pois o Senhor nos amou quando não éramos atraentes e nem amáveis (cf. Deuteronômio 7.7-8). Deus provou o seu amor “para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).
Sentimento auto afirmativo. Nesse caso, se o relacionamento não é bom para mim ou não me traz resultados positivos, tenho o direito de abandonar a relação imediatamente. Sentimento autossacrificial. O amor cristão “não procura os seus interesses”, mas “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Coríntios 13.5,7). Logo, esse amor é sacrificial!
Impulso que se ocupa em atender aos desejos do outro. O propósito é agradar a outra pessoa ao dar aquilo que ela deseja. Somente assim o amor será propriamente demonstrado! Impulso que se ocupa em atender ao que a outra pessoa necessita. Nem sempre o que a pessoa quer é o que, de fato, ela necessita. O amor cristão é “benigno” e procura fazer o bem para a pessoa amada. Talvez essa pessoa necessite confrontação e disciplina, mesmo que ela não deseje essas coisas.

Ao ler essa comparação você pode até dizer que há outras coisas que devem ser consideradas, e ao
fazê-lo você estará correto! Todavia, os itens e detalhes acima relacionados são suficientes para você responder
à pergunta: Com que tipo de amor você tem amado?

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