Guerra Política e Testemunho Cristão

Guerra Política e Testemunho Cristão

Não é de hoje que as redes sociais se tornaram verdadeiros campos de guerra política. Essas ferrenhas e intermináveis batalhas de acusações e ofensas têm caráter, sobretudo, religioso – que na maioria das vezes se traduzem em caricaturas simplistas e odiosas do candidato “inimigo”.

Obviamente, toda essa hostilidade não produz os efeitos desejados. Afinal, quem mudaria o voto somente por ter seu candidato hostilizado? Creio que ninguém. Na verdade, as caricaturas apenas contribuem para que o revide da parte ofendida venha rápido e em doses cavalares.

Ademais, quando cristãos assumem essa mesma estrutura de argumentação hostil em seus posts políticos, nada mais fazem do que prestar um desserviço ao evangelho, pois invalidam os valores e princípios do Reino por meio de procedimentos arrogantes e tão odiosos quanto aqueles que procuram combater.

Logo, tendo a pensar que o real problema das discussões políticas nas redes sociais não é somente sobre o que se discute, mas também sobre o modo como a discussão se dá. Segundo as Escrituras, a defesa que devemos fazer da fé – e devemos fazê-la! –  deve ser pautada por mansidão, temor a Deus e boa consciência (cf. 1Pe 3.15).

Portanto, considero abaixo algumas maneiras práticas de defendermos a nossa fé, nos embates políticos que acontecem nas redes sociais, sem que nosso procedimento comprometa a entrega de nossa mensagem.

  1. Ore, diariamente, por seu país e por seus governantes (1Tm 2.1-3).
  2. Antes de entrar num embate político, considere as suas reais motivações para fazê-lo.
  3. Ao criticar as propostas de um candidato, não faça caricaturas dele. A caricatura dificulta o diálogo, reduzindo a argumentação pensada à gritos impensados.
  4. Use linguagem adequada ao fazer suas críticas. Terminologia agressiva e vulgar somente aumenta a hostilidade. Além de ser contraproducente, é antibíblica (Ef 4.29; 5,4).
  5. Cheque suas fontes e não saia compartilhando coisas sobre as quais você não tem certeza. Informações mentirosas não podem ser pavimentos para se chegar à verdade.
  6. Argumente com firmeza e gentileza. Saiba defender com convicção e coragem a fé cristã, mas faça isso em amor, visando ser instrumento de Deus na mudança daquele rejeita a vontade revelada do Senhor.
  7. Quando hostilizado, não responda na mesma moeda. Haja com justiça, independentemente da injustiça que vier a sofrer (1Pe 3.16).

Enfim, participe do debate político, oferecendo repostas bíblicas para os problemas contemporâneos. Mas, acima de tudo, lembre-se de que todo governante foi, é e continuará sendo instituído por Deus (Rm 13.1), ora com a finalidade de abençoar a nação; ora com a finalidade de corrigi-la. Isso evitará que você entre nessa guerra para “matar ou morrer” e, consequentemente, coloque no seu candidato a esperança que só Cristo pode oferecer ao Brasil.

Eron Franciulli Coutinho Jr

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