Jesus, o Nosso Cordeiro Pascal

Jesus, o Nosso Cordeiro Pascal

“…Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado”. (1Co 5.7)

Em poucos dias, muitas pessoas em todo o mundo celebrarão a Páscoa. Para algumas, trata-se de apenas mais um feriado no qual será possível ir à praia ou visitar alguns familiares no interior. Para outras, trata-se de uma data oportuna para se deliciar com ovos de chocolate. Contudo, para aquelas que creem em Jesus qual é o sentido da Páscoa? Vejamos abaixo três considerações sobre o assunto.

Em primeiro lugar, devemos lembrar que a Páscoa é originalmente uma festa judaica. O termo “páscoa” vem da palavra hebraica pessach, que significa “passar por cima”. Como escreve Augustus Nicodemus, esse termo faz “referência ao episódio da Décima Praga narrado no Antigo Testamento quando o anjo da morte ‘passou por cima’ das casas dos judeus no Egito e não entrou em nenhuma delas para matar os primogênitos. A razão foi que os israelitas haviam sacrificado um cordeiro, por ordem de Moisés, e espargido o sangue dele nos umbrais e soleiras das portas. Ao ver o sangue, o anjo da morte ‘passou’ aquela casa”.[1] Portanto, Deus instituiu a Páscoa como um rito anual, no qual os judeus se recordariam do livramento do Senhor no Egito (Êx 12.26).

Em segundo lugar, devemos lembrar que Jesus Cristo foi morto e ressuscitou durante a celebração da Páscoa pelos judeus (festa mencionada no tópico anterior). O evangelista Mateus relata: “Sabeis que, daqui a dois dias, celebrar-se-á a Páscoa; e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado” (Mt 26.2). O apóstolo João escreve: “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (Jo 13.1). Através de outros relatos bíblicos sabemos também que Jesus ressuscitou “…no domingo de manhã cedo, após o sábado pascoal. Como sua morte quase que certamente aconteceu na sexta-feira, a ‘sexta da paixão’ entrou no calendário litúrgico cristão durante a idade média como dia santo”.[2] Logo, o modo como celebramos a Páscoa hoje tem mais a ver com a tradição da igreja – baseada na morte e ressurreição de Jesus – do que com o ritual judaico do Antigo Testamento.

Em terceiro e último lugar, devemos lembrar que há uma relação direta entre a Páscoa celebrada pelos judeus no Egito e a consumação da obra expiatória de Cristo celebrada pela igreja cristã. Contudo, qual é essa relação e o que ela significa para nós hoje? No Egito, Deus ordenou que seu povo sacrificasse um cordeiro e que marcasse a porta de suas casas com o seu sangue. Desse modo, Deus os livraria da morte (Êx 12). Agora, através do sangue de Jesus Cristo derramado na cruz eu e você também somos livrados da morte. Deus, ao “passar por cima”, vê sobre nós o sangue de seu Filho perfeito (Cl 1.20), de modo que nenhuma condenação há sobre nós (Rm 8.1). Parafraseando John Owen, na morte de Cristo nossa morte foi morta – de uma vez por todas.

Então, reflita nesses dias sobre o verdadeiro significado da Páscoa. Lembre-se do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). Não deixe de adorar juntamente com a igreja a Jesus, que foi morto em seu lugar, pois ele é digno de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor (Ap 5.12). Afinal, ele é o nosso Cordeiro pascal.

Eron Franciulli C. Júnior

[1]http://www.ipb.org.br/informativo/verdades-e-mitos-sobre-a-pascoa-3977

[2]Idem.

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