O Deus que se importa

O Deus que se importa

curtir“Que é o homem, que dele te lembres? E o filho do homem, que o visites?” (Sl 8.4)


 

Nessa poesia bíblica o salmista reconhece que todo o poder e majestade advém do Deus Criador e Todo Poderoso, e faz um contraste conosco, seres pequeninos e inexpressíveis diante da tremenda glória do Senhor do universo. O salmista celebra o nome do Senhor e descreve de forma brilhante um pouco daquilo que Deus é. Davi demonstra também, a maneira como ele enxerga o homem.

Por outro lado, podemos perguntar: Como o próprio ser humano enxerga a si mesmo? Como a sociedade enxerga o homem? No contexto em que vivemos, muitas são as opiniões a respeito desse ser criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.27). O existencialismo, do filósofo francês Jean-Paul Sartre, coloca a existência do homem acima de sua essência, defendendo que a essência do homem vem de suas escolhas e não de Deus. O humanismo, enxerga o homem como o centro de todas as coisas, já o marxismo enxerga o homem, simplesmente como um produto da natureza, que deve ser tratado como membro inserido em uma sociedade.

Não há como olhar para esse salmo 8 e ficarmos indiferentes diantedocontraste entre Deus e o homem. Deus se aproximou do ser que criou, mas o homem afastou-se Dele, e tornou-se inimigo do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Este homem poderia ser esmagado pelo Senhor Todo Poderoso, mas o versículo do Salmo acima citado informa que o homem é lembrado e visitado por Deus. Em outras palavras, o Senhor do universo se importa conosco.

A prova de que Deus se lembra de nós e nos visita está na Escritura e na experiência.  Quando lemos: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16), percebemos a importância que Deus dá aos seres humanos. De fato, todos nós éramos inimigos de Deus, estranhos e desobedientes à sua vontade, mas Ele nos amou e nos visitou em Cristo Jesus.

Se, por um lado, somos olhados pela sociedade apenas como seres materiais e sem alma, simplesmente como massa de manobra, explorados e lançados fora quando não somos mais necessários para outros, por outro lado, Deus nos olha de forma diferente. Ele se lembra de nós. Somos feitos à Sua imagem e semelhança. Experimentamos em nós qualidades que eram anteriormente somente reservadas a Deus. Por isto fomos habilitados pelo Senhor para fazermos diferença na sociedade onde vivemos, e como seres redimidos por Cristo Jesus, somos responsáveis e temos o dever de cuidar de todas as coisas terrenas para a glória de Deus.

Deus se importa conosco, portanto, diante das dificuldades da vida, dos vales sombrios, das noites escuras, dos momentos de dores e lágrimas, precisamos crer nas promessas do Senhor para as nossas vidas e reconhecermos que Ele se importa e se lembra de nós tanto individualmente, como família e também como Igreja.

Diante do relato do salmista, no Salmo 8, e por causa da grandeza, da majestade, da visitação e lembrança de nosso Deus a nosso favor, devemos nos curvar em adoração, ações de graças e nunca nos esquecermos da misericórdia e da graça de Deus em nossas vidas.

“Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome.” (Sl 8.9).

Sem. Fábio Borges Coutinho

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