Páscoa – Esperança e Vida

Páscoa – Esperança e Vida

“Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos…” (1Co 15.20a)

A história da redenção [1] foi anunciada por Deus através de muitos episódios. Um deles foi quando um jovem perguntou ao seu pai: “onde está o cordeiro” (Gn 22.7). O jovem era Isaque e caminhava com o seu pai para apresentar um holocausto ao Senhor. Eles tinham o fogo e a lenha, mas faltava-lhes o cordeiro. Abraão, pela fé, respondeu: “Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto”. (Gn 22.8).

Mais tarde, o capítulo 12 do Livro do Êxodo registra a instituição da Páscoa. Naquele dia, um animal, prefigurando o verdadeiro Cordeiro que haveria de vir, foi imolado e o seu sangue passado nas “ombreiras e na verga das portas” (Êx 12.7). Naquele dia, através da ação poderosa do Deus de Israel, houve morte na casa dos egípcios, mas vida e liberdade na casa dos israelitas. A diferença entre a morte e a vida, e entre a condenação e a salvação, estava no sangue daquele cordeiro.

Milhares de anos se passaram até que houve o registro na história bíblica de outro cordeiro. Desta vez, estava sendo anunciado por um homem de hábitos e vestimentas modestas, que em alta voz e em pleno deserto da Judéia pregava o arrependimento de pecados e a volta para Deus. Era João Batista. Ao ver Jesus se aproximando, ele clama em alto e bom som: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Naquele momento, a pergunta do jovem Isaque estava sendo respondida e a Páscoa instituída lá no Egito, era confirmada e tornava-se mais abrangente.

O Cordeiro de Deus – Jesus – veio ao mundo. Ele foi o sacrifício definitivo e suficiente para tirar o pecado do mundo. Inaugura-se após a ressurreição de Jesus a prática da Páscoa Cristã. Agora, o Cordeiro não é mais morto numa cerimônia familiar fechada. O Cordeiro agora é celebrado por causa da sua ressurreição de dentre os mortos. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, com seu sacrifício vicário, ou seja, substitutivo, pagou o preço do nosso pecado, foi crucificado, sepultado, ressuscitou, está vivo, assentado à destra do Pai (1Pe 3.22) e agora é celebrado, em várias partes do mundo, por todos os que por Ele foram redimidos de seus pecados.  

Assim como aconteceu no Egito, quando o sangue daquele cordeiro fez a distinção entre os egípcios e os israelitas, agora o sangue do Cordeiro divide a humanidade em dois grupos: os lavados e redimidos pelo sangue de Cristo derramado na cruz, que amam e servem a Jesus e os que se opõe ou não acreditam no Seu sacrifício. Sim, o sangue de Jesus faz distinção entre as pessoas, e é sinal de salvação e de segurança eterna.

Portanto, a esperança é possível, a vida eterna é real, a celebração é legítima, tudo isso por causa do Cordeiro Pascal (1Co 5.7-8), Cristo Jesus. Então, reúna a sua família ao redor da mesa e relembre a história da Páscoa. Celebre com alegria essa data e adore o Cordeiro de Deus que livra da morte e do pecado. O único capaz de proporcionar vida abundante aqui e vida eterna no porvir. A Ele toda a glória!

Pr. Fábio B. Coutinho

[1] Redenção: resgate do gênero humano por Jesus Cristo. É a libertação do poder de um domínio. No uso bíblico do termo, a redenção está intimamente associada a ideia de resgate e substituição. Redenção é a libertação do povo de Deus dos grilhões do pecado, por meio do sacrifício substitutivo de Jesus Cristo, também chamado de sacrifício vicário.

One Comment

    Helcio Campagnola

    Excelente Fábio, só não será possível reunir a família. Fique com Deus

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