Por que escravo, se os grilhões já foram quebrados?

Por que escravo, se os grilhões já foram quebrados?

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes, servos uns dos outros, pelo amor” (Gl 5.13).

No final de um discurso importante no Congresso, em 6 de janeiro de 1941, o 32º Presidente dos Estados Unidos da América, Franklin Delano Roosevelt, falou a todos o que desejava ver depois do fim da guerra. Sua visão incluía quatro liberdades fundamentais das quais todos devem desfrutar: liberdade para falar, liberdade para adorar, liberdade das necessidades e liberdade do medo. [1] De certa forma, no ocidente, desfrutamos das liberdades descritas por aquele homem. Todavia, quero propor a você o conhecimento do que vou chamar de uma “quinta liberdade”, ou “a melhor liberdade”.

Sem dúvida, a liberdade é uma das coisas mais importantes para o ser humano.  Liberdade é classificada pela filosofia, “como a independência do ser humano, o poder de ter autonomia e espontaneidade”. [2] Em busca dela, grandes esforços e até mesmo guerras foram deflagradas. Mas, hoje quero pensar numa liberdade que não vem da terra e nem é conquistada nas batalhas entre os homens, falo da liberdade verdadeira, ou seja, a liberdade daqueles que tiveram as algemas do mundo, as da sua própria carne e as de Satanás quebradas por Cristo Jesus, encontrando assim a verdadeira libertação.  

Na época em que Paulo escreveu a epístola aos Gálatas, os legalistas acreditavam que poderiam resolver o problema da liberdade impondo pesadas leis às pessoas. Ainda hoje é assim em muitos lugares. Mas, nós sabemos com base na verdade Bíblica que, não existem leis capazes de mudar a natureza essencialmente pecaminosa do homem. O que nós, seres humanos, necessitamos, não são de leis cada vez mais severas, pois o que faz toda a diferença não é a lei exterior, mas a interior. Nesse sentido, os que estão em Cristo encontram, no poder do Espírito Santo, a capacitação para andar em obediência e liberdade, não por causa das leis, mas por causa do amor encontrado em nosso Senhor Jesus.  

Como podemos usar a verdadeira liberdade que nos foi dada por Cristo Jesus? Paulo nos responde no versículo acima. A resposta é praticando o exercício do amor. Então, em nossa liberdade devemos exercitar o amor e servir através desse amor. Nós fomos capacitados a amar, pelo mesmo Senhor que nos libertou. Em 1Jo 4.19 lemos: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro”. Por essa razão, devemos usar a liberdade que temos em Cristo para amar e servir as pessoas, pois agindo desse modo não cresceremos libertinos, mas usaremos a graça de Deus para honrá-lo e para a salvação de nosso próximo. 

Quando amamos ao nosso próximo, mostramos a transformação em nossa vida, cumprimos a lei e revelamos o nosso amor ao Senhor Jesus, pois Ele mesmo disse: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra;” (Jo 14.23). Aquele que está em Cristo, não precisa se submeter aos caprichos de sua carne, do mundo e de Satanás. Paulo nos orienta no início desse capítulo: “Para liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. (Gl 5.1). Fomos libertos por Cristo Jesus, e a lei régia, a lei da liberdade, que deve habitar em nosso coração é a lei do amor. Amor a Deus, sobre todas as coisas e amor ao próximo, como a nós mesmos. Que o SENHOR, o autor da verdadeira liberdade, nos ajude!

Pr. Fábio B. Coutinho

[1] Ilustração adaptada de: Comentário Bíblico Expositivo – Novo Testamento I, Warren W. Wiersbe

[2] https://socientifica.com.br/2018/02/22/o-conceito-de-liberdade-segundo-filosofia/ – Consulta feita em 22/10/19.

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