“Procurai compreender qual a vontade do Senhor”. – Efésios 5.17

“Procurai compreender qual a vontade do Senhor”. – Efésios 5.17

duvidaA vontade de Deus é um tema recorrente na caminhada cristã, uma vez que vivenciá-la, diária e completamente, é o desejo de todo cristão. Após ser regenerado e convertido pelo Espírito Santo, nosso coração passa a ansiar cada vez mais pelo conhecimento dessa vontade, pois compreendemos que ao experimentá-la Deus é glorificado e, consequentemente, é encontrado o sentido para a nossa existência.

Certamente você já se sentiu confuso com relação à vontade de Deus para uma área específica de sua vida. Você já se perguntou: “qual faculdade devo fazer? Com quem devo me casar? Quantos filhos devo ter? Em qual cidade/bairro devo morar? Qual igreja devo frequentar?”. Questões como essas surgem constantemente na vida de todo cristão. Diariamente, precisamos tomar decisões que nos fazem pensar a respeito da vontade de Deus para nós.

O grande perigo é que essas questões podem levar muitos a uma busca mística para se conhecer a vontade de Deus. Não são poucos os que se aventuram a buscar revelações divinas em sonhos, profecias ou na mediação de algum líder mais “espiritualizado”. Igrejas que oferecem esse tipo de “serviço” estão abarrotadas de fiéis. Todos esperando ouvir alguma palavra secreta de Deus que transformará sua vida de uma vez por todas. Enquanto isso, a Bíblia continua sendo ignorada como se não fosse suficiente para revelar Deus e sua vontade.

Basicamente, erros quanto ao conhecimento da vontade de Deus acontecem por falta de conhecimento bíblico e, consequentemente, falhas em nosso proceder. Isso faz com que o assunto se torne mais obscurecido ainda. É por isso que muitos têm seguido o caminho do misticismo.

A fim de evitar as armadilhas do misticismo, consideremos o diagnóstico de J. I. Packer. Vejamos alguns erros que nos atrapalham enxergar com clareza a vontade de Deus para nós, ao tomarmos decisões.

Em primeiro lugar, erramos porque não pensamos ou pensamos pouco a respeito do que queremos fazer. Fazemos de nossas decisões algo completamente sentimental. Ao invés de sermos racionais sobre o que decidiremos, procuramos achar insights sobre o que devemos fazer. Conselhos como “siga seu coração” fazem sucesso e ganham muitos adeptos em nossa sociedade. Reduzimos a decisão ao sobrenaturalismo e, a partir daí, tomamos caminhos que nos causam mais dúvidas do que paz. Precisamos pensar mais e pensar melhor antes de tomarmos decisões. Como diz Augustus Nicodemus: “Jesus morreu para tirar seu pecado e não a sua inteligência”. Use-a, então, ao tomar decisões.

Em segundo lugar, erramos porque não ouvimos conselhos ou os ouvimos menos do que deveríamos. Por arrogância, achamos saber o suficiente para fazermos todas as escolhas em nossa vida. Precisamos nos lembrar que sempre haverá pessoas mais experientes, capazes de nos ajudar a tomar decisões que não estamos aptos a decidir. Nosso erro é pensarmos que somos bons o suficiente para decidirmos o que quer que seja. Não somos. Precisamos aprender a ouvir mais. Como diz o provérbio: “Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança” (Pv 11.14). Por fim, se nenhum conselho for bom o suficiente para nós, pelo menos eles nos farão pensar mais a respeito do assunto.

Em terceiro e último lugar, erramos porque não sabemos esperar. Vivemos em um tempo extremamente imediatista e somos fruto dele. Quando estamos diante de determinadas situações, mesmo não estando aptos para lidar com elas o fazemos, porque não queremos esperar. Preferimos decidir erradamente a não decidir. Esquecemo-nos de que esperar em Deus também é parte do processo para conhecer sua vontade a nós. Deus tem seu tempo. Saber confiar em Deus, não se afobando ao decidir o que quer que seja, é também um modo de evitar decisões erradas e aborrecimentos.

Portanto, se quiser tomar decisões segundo a vontade de Deus, você precisará pensar mais antes de decidir, ouvir conselhos de pessoas mais experientes e que compartilham de sua fé e não decidir nada apressadamente. Com certeza, esses princípios o ajudarão a ter segurança para tomar decisões sobre as circunstâncias que se apresentarem diariamente em sua vida.

Eron Franciulli C. Júnior

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